Dados Históricos
A História de Pitangueiras
A expansão da pecuária no século XIX fez surgir várias cidades no interior
paulista, as quais inclui-se Pitangueiras.
Pitangueiras surgiu da necessidade de pouso de carreiros que abasteciam a região
de São Carlos do Pinhal e norte do Estado bandeirante por meio de carros de
bois.
Os comerciantes necessitavam de uma pousada nessa região, mas a maleita
distanciou-lhes das margens do Rio Mogi.
Esse pouso era feito numa clareira existente entre o Rio Mogi e Jaboticabal,
numa região onde predominava a nativa pitangueira.
Não há notícias precisas sobre os primeiros comerciantes que aqui se instalaram,
há somente sobre aqueles que aqui se instalaram a partir da elevação do núcleo à
categoria de freguesia.
O documento mais antigo que se tem notícia sobre a História do local data de 27
de julho de 1858, trata-se de uma escritura de doação feita pelo casa Manuel
Félix e sua mulher Ana Batista de Moraes ao patrimônio de São Sebastião.
Dados históricos:
• Elevação do núcleo à categoria de freguesia: 17/07/1891;
• Elevação da freguesia à categoria de distrito: 17/08/1892;
• Emancipação política – administrativa: 06/06/1893 (o município de Pitangueiras
foi desmembrado do Município de Jaboticabal)
• Instalação da Comarca: 24/02/1911
Curiosidades – primeiras autoridades:
• Prefeito Municipal (Intendente): Joaquim Jacques Cardeal
• Presidente da Câmara Municipal: Capitão Ernesto Alves de Carvalho
• Vereadores: Coronel José Walter da Silva Porto, Major Ernesto Caetano de
Souza, Capitão José Pedro Guimarães, Olavo de Souza Lima e o Major Gabriel
Custódio da Silveira;
• Juiz de Direito: Dr. Matheus da Silva Chaves Júnior;
• Promotor Público: Dr. José Veríssimo Filho;
• Delegado de Polícia: D. Franz de Lima;
• Juiz de Paz e Casamentos: Sr. Maurício de Souza
• Vigário: Cônego Joaquim Augusto Vieira.
OS GRANDES FAZENDEIROS E AS GRANDES FAZENDAS NA COLONIZAÇÃO DE PITANGUEIRAS
Os fazendeiros que mais trabalharam no começo da povoação foram: Manuel Félix,
Joaquim Moço, Joaquim e Antônio Merico (pai e filho), Tenente-Coronel Leolino
Xavier Cotrim, João e José Moraes (que eram irmãos de Joaquim Moço por parte de
mãe), Major Antônio Rodrigues de Amorim e seu sogro João Pinto, Antônio
Francisco Cristiano (conhecido por Antônio Mulato – o grande latifundiário e
personagem do início da colonização de Pitangueiras ), Paulino, Antônio Carlos e
Carlos Prudêncio (filho, pai e irmão), Francisco Ribeiro, José Ignácio de Godoy,
José Ribeiro de Aguiar, Inácio Francisco Franco e Joaquim Cascalho. As mais
importantes fazendas do município (na virada do século XIX até os anos de
1920/30) foram: Santa Judith, de Antunes & Marinho; Santa Marina, de Antônio
Cotrim; Jacutinga, de Bernardina Cândida de Jesus (sucessora de Antônio
Francisco Cristiano – o Mulato); São Jorge, de Jorge de Mello & Irmão; São José,
de José Ribeiro de Aguiar; Maria Zalina, de João Batista Cotrim; Paiol, de João
Ribeiro Clé; São Sebastião, de Marcelino Alves Alcântara; Boa Vista, de Manuel
Fellipe; Três Barras, de Lancashire General Investiment Company Limited; e,
Santa Vitória, do Dr. João Pedro Antunes.”
OS PRIMEIROS NEGOCIANTES
Até 1890 o principal comércio da terra era com Araraquara e fazia-se por
Jaboticabal, com 2 dias de viagem de trole. Em 1891, os negociantes mais
importantes eram; José Simão, Fernando Picerni, Gerardo Nuble Marinelli, João
Batista Marsiglia e sua mulher Carmem Primola Marsiglia. A única farmácia era de
propriedade de Joaquim Cabral de Vasconcelos, pai de Manuel Cabral de
Vasconcelos. João Batista Marsiglia veio para aqui em 1886 e seus filhos André e
Paschoal (maestro e músico) em 1891.
Por: Daniel Rodrigues
Professor Daniel Rodrigues lecionou História e Geografia no Colégio
Pitangueiras/Objetivo e é catedratico de História na EE Orminda Guimarães
Cotrim. Secretário da Educação de Pitangueiras na Gestão 2009/2012.
Atualmente é o maior pesquisador da História de Pitangueiras, fato que o levou a
escrever um livro.